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Saúde e Bem-estar

Ultraprocessados são ligados a ansiedade e agitação infantil

Nutricionista explica como o eixo intestino-cérebro pode influenciar humor e comportamento das crianças e orienta trocas graduais na lancheira escolar

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Ultraprocessados são ligados a ansiedade e agitação infantil

Um estudo publicado em revista científica americana de medicina associou o consumo frequente de alimentos ultraprocessados a sintomas como ansiedade, agressividade e hiperatividade em crianças, segundo reportagem da rádio Nova FM, de Florianópolis, veiculada em 27 de agosto de 2026. A publicação ouviu a nutricionista materno-infantil Caroline von Borowski, especializada em autismo e TDAH, para explicar a relação entre dieta e comportamento na infância.

De acordo com a especialista, existe uma via de comunicação entre o intestino e o cérebro que ajuda a entender por que a qualidade da alimentação pode se refletir no estado emocional das crianças. "A ciência já está nos mostrando que o intestino e o cérebro estão diretamente conectados", afirmou Caroline von Borowski à Nova FM.

Como a alimentação pode afetar o comportamento infantil

Segundo a nutricionista, dietas com grande presença de ultraprocessados, corantes artificiais e excesso de açúcar podem provocar alterações no organismo que se manifestam em irritabilidade, ansiedade e oscilações de humor. Ela destacou à emissora que "isso vai refletir em mais irritabilidade, ansiedade, oscilações de humor".

Em contrapartida, alimentos in natura e preparações caseiras forneceriam nutrientes associados a funções como foco, sono e estabilidade emocional, segundo a especialista. A reportagem não detalha quais nutrientes específicos estariam envolvidos nesse processo, nem cita o nome do estudo ou a revista em que foi publicado.

É importante observar que a relação apresentada é de associação, não de causa comprovada isolada: o material consultado não afirma que ultraprocessados provocam diretamente transtornos como TDAH ou ansiedade clínica, tampouco indica qualquer forma de diagnóstico ou tratamento a partir da alimentação.

Formação do paladar começa na primeira infância

Caroline von Borowski explicou que os primeiros anos de vida são um período importante para a formação do paladar e para a construção de uma relação positiva da criança com diferentes alimentos. Segundo ela, oferecer variedade de sabores, texturas e cores, priorizando itens considerados alimentos de verdade, ajuda a criança a se familiarizar com essas opções ao longo do tempo.

O que fazer na prática: lancheira sem radicalismo

Com o retorno das aulas no segundo semestre, a montagem da lancheira escolar volta a ser tema de atenção nas famílias. A nutricionista sugeriu uma estrutura simples, combinando uma fonte de energia (como pão integral ou bolo caseiro), uma fonte de proteína (queijo, iogurte ou ovos), além de frutas e água.

A orientação da especialista é evitar cortes abruptos. Em vez de eliminar todos os ultraprocessados de uma vez, ela recomenda substituições graduais, priorizando opções caseiras que também sejam atrativas para o paladar infantil. "Nós não precisamos radicalizar, não precisamos proibir tudo de um dia para o outro", disse à Nova FM.

Caroline von Borowski também alertou para o risco de a alimentação se transformar em fonte de conflito entre pais e filhos. Para ela, a lancheira deveria ser vista como um momento de cuidado e não como imposição. "A lancheira não deve ser um campo de batalha dentro de casa ou uma punição, mas sim um momento de afeto, de energia, que vai contribuir com a rotina escolar da criança", declarou.

Oficina em Florianópolis vai tratar do tema

O assunto será aprofundado na oficina Missão Lancheira, agendada para o dia 29 de agosto de 2026, no Multi Open Shopping, em Florianópolis. Segundo a Nova FM, a proposta do encontro é apresentar alternativas práticas para a alimentação escolar e mostrar como envolver as crianças no preparo das refeições pode reduzir a resistência a determinados alimentos.

O que os pais podem observar a partir de agora

A reportagem não informa detalhes metodológicos do estudo citado, como número de participantes, faixa etária avaliada ou o nome da publicação, o que limita a extensão das conclusões que podem ser tiradas apenas com essas informações. Por isso, o material disponível deve ser interpretado como um indicativo de associação e não como comprovação de causa exclusiva do comportamento infantil.

Na prática, o que fica como orientação da especialista é o ajuste gradual da alimentação, sem substituir apoio profissional em casos de sintomas persistentes de ansiedade ou hiperatividade, que devem ser avaliados por médico ou psicólogo. Famílias que quiserem revisar a rotina alimentar das crianças podem começar por pequenas trocas na lancheira, observando como a criança responde, sem transformar o momento das refeições em disputa.

Fontes consultadas

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