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Casal viaja mundo com pets e economiza R$ 7 mil

Um casal conseguiu morar de graça por três anos e viajar pelo mundo cuidando de animais de estimação de outras pessoas. Hannah Cleaver, de 25 anos, e o marido Jack economizaram cerca de 1.000 libras (R$ 7 mil) por mês enquanto visitavam países como Estados Unidos, Singapura, Austrália, Tailândia e Japão.

A experiência incluiu ouvir um husky cantar quando o dono voltou e ficar presos no Havaí por duas semanas depois que Hannah preencheu um formulário de imigração indicando que era criminosa por engano. O que começou como solução temporária para evitar os altos custos de aluguel em Cardiff após os estudos na Universidade do Sul do País de Gales tornou-se uma escolha de estilo de vida.

“Aluguel grátis, nenhuma conta a pagar e ainda podemos cuidar dos animais de estimação deles. Para nós, isso foi um arranjo muito bom”, disse Hannah. “É como se estivéssemos fazendo amiguinhos.”

Depois de se tornarem um casal, eles conseguiram empregos fixos, mas tiveram dificuldades para encontrar moradia acessível na capital do País de Gales. A maioria dos proprietários exigia comprovante de renda mensal. “Os lugares que vimos este ano custavam cerca de 900 libras (R$ 6.100) por mês, sem contar as contas. Para estudantes, isso é impossível sem trabalhar constantemente”, acrescentou.

Após ver um vídeo no TikTok sobre cuidar de animais, o casal ficou cético a princípio, achando que seria estranho e perigoso se mudar para a casa de estranhos. Mas o trabalho de Jack em marketing permitia trabalho remoto, então decidiram testar durante o verão em Cardiff e Swansea. Em setembro, conseguiram um trabalho por três meses e perceberam que poderia ser um esquema de longo prazo.

Depois de juntar dinheiro, passaram um ano cuidando de animais no exterior, visitando Ásia, América do Norte e Austrália. Aprenderam costumes de diferentes países, como carregar garrafas de água no Japão para lavar calçadas após o cachorro fazer necessidades. “O dono nos ensinou frases básicas em japonês para passear com o cachorro”, contou Jack.

Por ser classificado como trabalho voluntário, eles não precisavam pagar taxas adicionais de visto em muitos países. “Você realmente vê a cultura local quando passeia com o cachorro de outra pessoa todos os dias. Não é apenas um turista – você está vivendo lá”, disse Hannah.

Embora não recebam pagamento para cuidar dos animais, não precisam se preocupar com aluguel ou contas. Hannah voltou à universidade para cursar mestrado em cinema, e a acomodação gratuita aliviou a pressão financeira. Robert Alexander, de Cardiff, dono da gata Oreo, hospedou o casal diversas vezes. “Definitivamente notei o aumento do aluguel, principalmente em Cardiff. Se oferecer um lugar facilita as coisas para alguém, fico feliz em fazer parte disso”, disse.

O casal aceita reservas com meses de antecedência. Consideram a falta de estabilidade a longo prazo a maior desvantagem. “Nem sempre sabemos onde estaremos no mês que vem. Algumas pessoas odiariam isso. Mas nós gostamos da aventura”, afirmou Hannah. O plano é continuar até que ela termine os estudos e juntem dinheiro para dar entrada em uma casa. “Um husky em Seattle literalmente cantou quando seu dono voltou. Foi hilário”, lembrou Jack.

Sobre o autor: César Walsh

Economista e financeiro formado pela USP, César Walsh trilhou uma carreira global, escalando o mundo dos bancos e mergulhando nas finanças internacionais na Alemanha. Atualmente, usa sua expertise para revitalizar empresas em crise no Brasil e compartilha insights no (nome do site). Constantemente aprimorando-se através da escrita.

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