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ATP Roma 2026: Tênis é uma Corrida

O tenista italiano Luciano Darderi, atual número 20 do ranking mundial, concedeu uma entrevista exclusiva às vésperas do torneio de Roma, onde falou sobre carreira, pressão e expectativas. A conversa aconteceu no bar do clube onde ele treina, cercado por amigos e familiares que o acompanham desde a infância.

Darderi, que nasceu na Argentina mas se mudou para a Itália ainda criança, destacou a relação especial que tem com o torneio romano. “Fin da quando metto piede in città sento qualcosa di diverso”, disse. Ele lembrou que costumava ir ao evento quando pequeno e hoje tem a chance de jogar como cabeça de chave, graças ao bye na primeira rodada. No segundo jogo, enfrentará o vencedor do duelo entre Hubert Hurkacz e Yannick Hanfmann.

O jogador comentou sobre a pressão de atuar em casa. “Non è un torneo facile”, afirmou, reconhecendo que as expectativas são altas, mas que a presença de outros tenistas italianos fortes alivia um pouco o peso. Ele lembrou que em 2024 perdeu para Alexander Zverev, que depois venceu o torneio, mas que jogou bem contra Mariano Navone e Denis Shapovalov. Já no ano passado, foi eliminado por Jack Draper, então entre os cinco melhores do mundo.

Questionado sobre suas ambições, Darderi foi direto: “Penso di poter raggiungere la Top 10”. Ele admite que as posições mais altas são as mais difíceis de alcançar, mas sente que está perto de dar um salto importante. “Il ranking in cui mi trovo in questo momento mi dice che posso fare un grande salto”, completou.

O tenista também falou sobre a importância do descanso mental e físico. Para lidar com o calendário apertado, ele decidiu não disputar torneios Challenger no meio dos Masters 1000. “Quest’anno abbiamo deciso di cambiare qualcosa”, explicou. Ele pulou semanas de competição entre Indian Wells e Miami, além de Cagliari, para ter mais tempo para treinar e se recuperar. “A volte ti fai male fisicamente perché sei costretto a giocare senza sosta”, alertou.

Sobre a defesa de pontos conquistados no ano anterior, como os títulos em Bastad e Umago, Darderi afirmou que prefere não pensar nisso. “Cerco di non pensare ai punti che devo difendere ma a quelli che lo scorso anno non ho fatto”, disse. Ele lembrou que já soma quase 900 pontos na temporada, contra 350 no mesmo período do ano passado, e que ser cabeça de chave nos Masters 1000 ajuda a começar com vantagem.

Por fim, o italiano comentou sobre a semelhança entre as superfícies das quadras atuais. Embora não possa comparar com décadas passadas, ele acredita que nos torneios 250 ainda existem diferenças. “Penso che esista ancora una differenza soprattutto nei tornei 250”, concluiu, citando como exemplo o piso mais lento em Auckland e a bola mais rápida em Brisbane.

Sobre o autor: César Walsh

Economista e financeiro formado pela USP, César Walsh trilhou uma carreira global, escalando o mundo dos bancos e mergulhando nas finanças internacionais na Alemanha. Atualmente, usa sua expertise para revitalizar empresas em crise no Brasil e compartilha insights no (nome do site). Constantemente aprimorando-se através da escrita.

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