A Sesab (Secretaria da Saúde do Estado da Bahia) confirmou dois casos de mpox na Bahia em 2026, conforme atualização divulgada nesta semana. Até a última sexta-feira (20), o estado havia registrado sete notificações suspeitas da doença, das quais três foram descartadas após investigação clínica e laboratorial e duas seguem em apuração.
Um dos casos confirmados ocorreu em Vitória da Conquista, no interior da Bahia. O outro caso é importado, com o diagnóstico sendo feito em Salvador, em um paciente residente em Osasco (SP), segundo informações da Sesab.
No caso confirmado em Vitória da Conquista, a paciente é uma mulher que não reside na cidade, mas procurou atendimento no Hospital Geral do município. A prefeitura local informa que ela permanece em isolamento durante o tratamento e apresenta boa evolução clínica.
A Sesab informou, em nota, que as investigações seguem em andamento para os demais registros notificados, de acordo com os protocolos de vigilância epidemiológica.
A mpox é uma doença infecciosa zoonótica, causada por um vírus da mesma família da varíola. Sua transmissão acontece principalmente por contato direto com a pele de pessoas infectadas, especialmente quando há lesões, mas também pode ocorrer por meio do contato com secreções ou compartilhamento de objetos pessoais, como toalhas e roupas.
Os sintomas mais comuns da doença incluem febre, dores de cabeça e musculares, sensação de fraqueza e lesões na pele, que geralmente surgem no rosto e podem se espalhar pelo corpo. O tratamento atual é baseado em medidas de suporte, focado no alívio dos sintomas e prevenção de complicações, já que ainda não há medicamento específico aprovado para a mpox.
Pessoas diagnosticadas com a doença devem permanecer em isolamento até a completa cicatrização das lesões, período que pode variar de duas a quatro semanas, conforme a evolução clínica.
