O candidato a deputado federal Lucas Pavanato publicou um vídeo de campanha em que ataca a deputada Erika Hilton. Na gravação, ele se refere à parlamentar como “a deputada travesti do Lula” e a acusa de mau uso de recursos públicos. O material apresenta a disputa eleitoral como uma escolha entre “nós ou eles”.
No vídeo, Pavanato afirma que Erika Hilton votou contra o aumento de penas para crimes hediondos. Ele também acusa a deputada de contratar maquiadores com dinheiro público, gastar recursos em viagens internacionais e faltar ao trabalho. A gravação não apresenta documentos ou detalhes que sustentem as acusações.
Ao falar sobre o próprio histórico, Pavanato diz que combateu pancadões, blitzes ilegais e casos de corrupção na saúde. A reportagem aponta que o candidato não especifica quais ações, fiscalizações ou casos embasam essas afirmações.
O candidato se apresenta como “o candidato do Nikolas Ferreira em São Paulo” e diz ser “o maior inimigo da ideologia de gênero”. A expressão é usada por setores da direita e da extrema direita para atacar debates sobre identidade de gênero, diversidade e políticas públicas voltadas à população LGBTQIA+.
Pavanato também afirma que tentaram deixá-lo inelegível por causa dessa atuação, mas não explica quem teria feito isso, qual processo estaria envolvido ou qual foi o resultado do questionamento. A frase fica no ar, servindo para alimentar uma narrativa de perseguição.
O vídeo termina com o chamado: “Agora, somos nós ou eles. Faça a sua escolha, a jornada começa já”.
Erika Hilton, até o fechamento desta matéria, não apareceu com resposta ao vídeo. Se ela se pronunciar, a história deve ganhar novo capítulo. Por enquanto, o que se tem é um candidato que escolheu Erika como alvo, usou a identidade da deputada como munição política e lançou acusações sem apresentar comprovação no próprio vídeo.
