11/02/2026
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Serra mármore: o que olhar antes de comprar para cortar sem trincar

Serra mármore: o que olhar antes de comprar para cortar sem trincar

Você quer cortar porcelanato, mármore ou granito sem lascar nada, né? Escolher a serra mármore certa faz toda a diferença entre um corte limpo e uma peça quebrada. Tem que ficar de olho na potência, no tipo de disco e se a máquina aceita usar água. Dá preferência para modelos com disco diamantado certo para o material e sistema de refrigeração, principalmente pra cortar peças frágeis — isso ajuda a reduzir o calor e evita aquelas trincas irritantes.

Já imaginou? Você coloca a peça na bancada, tudo certinho, e de repente aparece uma lasca no canto. Pra não passar por esse sufoco, olha também o diâmetro do disco, a rotação e se a máquina é confortável de segurar. Nas próximas partes, vou trazer dicas práticas sobre discos, segurança e até como testar a serra antes de comprar. Ninguém merece se arrepender depois.

Principais Critérios para Escolher a Serra Mármore Ideal

Se você escolher direito, evita trincas e desperdício. Potência, tipo de disco, profundidade de corte e recursos de segurança são o que realmente fazem diferença pra cortar porcelanato, cerâmica ou concreto sem dor de cabeça.

Potência e rotação (W e RPM): impacto nos cortes precisos

A potência em watts e as rotações por minuto (RPM) mostram a força e a velocidade da lâmina. Máquinas com 1.200–1.500 W e 11.000–13.000 RPM geralmente cortam cerâmica, azulejo e mármore sem forçar demais.
Se for cortar granito ou concreto mais duro, um pouco mais de potência ajuda, mas não faz milagre se faltar técnica. Rotação muito alta sem controle só esquenta e pode trincar a borda do material, então cuidado.
Prefira modelos com controle eletrônico de velocidade e partida suave. Dewalt, Bosch e Makita têm opções assim. Isso deixa o acabamento melhor e diminui as chances de estragar a peça.

Escolha do disco: tipos, diâmetro e material a ser cortado

O disco faz toda a diferença. Pra porcelanato e mármore polido, use disco diamantado contínuo — ele corta liso, sem lascar. Disco segmentado ou turbo é melhor pra concreto e alvenaria, corta mais rápido, mas deixa umas rebarbas.
Veja se o diâmetro do disco bate com a serra (110 mm ou 115 mm são os mais comuns). Disco maior corta mais fundo, mas pede mais potência.
Sempre escolha discos próprios pra corte a seco ou úmido, depende de onde vai usar. Corte úmido levanta menos poeira e esquenta menos; já o seco é mais prático se não tiver água por perto, mas só use se a serra e o disco aguentarem.

Profundidade e capacidade de corte: evitando trincas

A capacidade de corte mostra até onde a serra alcança em 90°. Pra bancadas e azulejos finos, 20–35 mm costuma dar conta. Se for cortar lajes ou blocos, vai precisar de mais profundidade.
Fazer várias passadas mais rasas diminui a vibração e o risco de trincar tudo. Não adianta forçar um corte só, profundo, sem refrigeração. Se puder, usa um guia ou gabarito pra manter a lâmina certinha e não pressionar torto.
Modelos de bancada ou serras circulares adaptadas dão mais precisão e profundidade controlada. Vale pensar nisso se você for trabalhar com peças grandes ou cortes retos e longos.

Recursos de ergonomia e segurança para uso eficiente

Ergonomia faz diferença: reduz erros e o cansaço, principalmente em trabalhos longos. Prefira alças com revestimento antiderrapante e peso bem distribuído, porque elas facilitam cortes contínuos. Botão de trava e gatilho confortável ajudam a evitar acidentes por apertos repetidos—ninguém quer se machucar por descuido, certo?
Sistemas de extração de pó ou a possibilidade de conectar um aspirador deixam o ambiente mais limpo e protegem sua respiração. Proteções contra kickback e disco com guarda ajustável realmente salvam tanto a peça quanto o operador.
Também vale dar uma olhada na proteção térmica do motor, no cabo reforçado e se há peças de reposição fáceis de encontrar. Modelos como Bosch GDC 150 Titan e as serras Stanley, por exemplo, contam com uma rede de assistência que costuma funcionar bem.

Sobre o autor: Marco Jean

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